
A Rede Social
outubro 2, 2010A rede social que nos cerca é algo muito interessante e abrangente para povoar os pensamentos nos dias de hoje.
Ontem assisti aqui na América, o lançamento do filme dirigido por David Fincher chamado ‘The Social Network‘ (talvez em português: A rede social).
O filme é baseado em fatos reais e conta a tumultuada e polêmica história do fundador do site de relacionamento mais acessados dessa década chamado Facebook. Mais de 500 milhões de acessos que transformaram o popular jovem de harvard de QI elevado, em o mais jovem bilionário do planeta.
O que faz pensar sobre o ‘planeta’ virtual criado em nossa geração.
Nosso famoso Orkut – fundado na Noruega, comprado pela Google, mais acessado por Indianos e Brasileiros, atualmente operado pela Google Brasil – é o que conecta o nosso mini mundo no país verde e amarelo.
Apesar do sucesso, muitos brasileiros tem se dirigido ao facebook devido a expansão que ele oferece conectando diversas nações e fazendo do mundo o quintal de muitas casas.
E que planeta é esse, aonde todos tem a necessidade de postar suas ideias e fazendo da vida um livro aberto que jamais poderá ser deletado? Aonde as pessoas nos julgam pelas fotos que veem, escrevem sobre uma saudade que nem sentem e se importam com os outros somente quando eles postam alguma coisa?
A impressão que se tem é que a vida real é guiada pela virtual, e confusões acontecem por uma simples mudança de perfil, ou determinamos as pessoas pelo que lemos em seus posts, determinamos personalidades, e é fácil deletarmos quem não gostamos.
A pergunta é: aonde isso está nos levando?
Um senso de liberdade de expressão, com a expansão da informação, propagação das ideias, a denúncia e o poder que temos em mudar as notícias, são vantagens dessa sociedade virtual que criamos. Entretanto, somos forçados a reduzir a escrita, formatando as ideias em caracteres, muitas vezes mal interpretados pelos ‘leitores’ assíduos de nossas vidas.
5% do que é vivido é exposto e as pessoas assumem conhecer 95% do seu perfil. Comentamos mais fora sobre o virtual do que dentro sobre a vida real.
A rede social já não é mais tão social assim quando não olhamos nos olhos, ou ouvimos a voz, mas lemos a mensagem quebrada de texto, trazendo a ambiguidade da interpretação que toma conta dos nossos relacionamentos.
Uma falsa aproximação que afasta as pessoas. A falta do compromisso com a palavra amizade, e a superficialidade, sincretismo e relativismo, moldam em silêncio aquilo que pensamos ser só uma brincadeira, distração.
Daqui para frente, cada vez mais teremos vários mundos dentro do mundo. Aqueles que criamos, o que desejamos ter, quem desejamos ser. A aparência domina e abafa a verdade, e não há um compromisso em se defender a verdade. Isso sem a generalização, porém fazendo o grande uso da palavra ‘maioria’.
Sim, temos coisas relevantes dentro dessa caixa, o problema é o interesse por se acessar coisas relevantes.
E novamente o questionamento de: O que temos feito com nossas redes sociais?
O que temos feito com a nossa vida social?
O que estamos trazendo de relevante para ambas as sociedades, tanto física como virtual?
Em que as redes sociais estão nos moldando para a próxima geração?
A vida tem pressa, e corre am alta velocidade. Talvez o senso de coisas eternas já não sejam tão eternas assim.
Talvez devemos parar e pensar, o que acontece com o restante dos 5.5 bilhões de pessoas ao redor do verdadeiro mundo! Quem sabe isso quebre a sensação de que ao sentar na cadeira e expressar as idéias em posts, faça o mundo girar ao nosso redor!
Nádia Carolina
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Publicado em minha autoria | Etiquetado redesociais, socialnetwork, thesocialnetwork |






Sozinhos na multidão (virtual), vivemos uma vida irreal, mas gostaríamos que fosse real.
as redes sociais tem um potencial grande para o bem. Mas, assim como a TV, tem o potencial de nos afastar dos relacionamentos “frente a frente”.. em que se ve a pessoa, se olha nos olhos, se conversa e se conhece ela de verdade! O cuidado que temos que ter é para não termos somente “relacionamentos artificiais”!