Não tem preço

13 08 2008

Dia 19 de maio de 2008, fui num asilo na Itália e trabalhei com aproximadamente uns trinta velhinhos. Muitos com doenças como câncer, alzeymer, outros caducos mesmo. E olha que na Itália pra um idoso estar num asilo é porque está muiiito muito velho ou doente mesmo!

Este dia foi um dos mais gratificantes da minha vida porque estávamos numa equipe e pude cantar para eles em italiano, senti uma paz pairando sobre o local através das nossas vidas. Senti uma amor profundo por eles. Tirei fotos e cada olhar, cada sorriso transpassava mais fundo que as lentes de uma nikon D70, transpassava minha alma.

Depois entregamos balões para cada um deles, e eu tive o atrevimento de ir nos quartos do que estavam doente, atrás da Iris, Giovanna e Érica.

Achei a Érica em um dos quartos conversando com uma senhora, creio que em fase terminal. Cheguei para conversar em italiano e, não posso mentir, fiquei muito chocada. Enorme a vontade de chorar ao ver uma senhora, cheia de história, definhando na cama ao lado, cheia de tubos e os olhos me contemplando e as lágrimas a beira do precipício dos olhos a ponto de se jogarem pelo rosto.

Fiquei emocionada.

Voltei para o salão aonde se reuniam mais de 25 cadeiras de rodas, idosos e nossa equipe e tive que conter o choro. Fiz uma foto de cada rosto com o seu balão, revelamos e voltamos lá para entregar.

Não sei mais como continuar a história porque só posso dizer que estas cenas mudaram a minha vida.

Tem certas coisas que a gente vive que não tem preço. Uma delas é poder fazer a diferença na vida de alguém.





Escrevo…..

4 08 2008

 

Escrevo porque alivio meus pensamentos vagos em meras palavras que ficam aqui.

Escrevo porque expresso a alma para o mundo que ficará quando eu morrer

Escrevo para ser voz de Deus para os que anseiam por Ele

Escrevo porque amo, e por amar tanto, tantas coisas que Deus fez, como pessoas, natureza, céu, mar, ar, quero por para fora para que todos saibam quem Ele é.

Escrevo para questionar o erro, a injustiça e protestar com palavras aquilo que muitos só o fazem em pensamentos.

Escrevo por liberdade de expressão, para abrir o coração do mundo e tirar de lá a impureza e plantar um pouco do bom

Bom que me inspira para continuar vivendo nesse mundo e sonhando com o incerto, sabendo que certo será a eternidade e que um dia sairei do mortal aqui para o lado imortal de lá.

Escrevo para dar esperança com palavras que são difíceis de ouvir constantemente, pois em meio a tanta gente as letras e sílabas somem por aí

Escrevo para comunicar a mim mesmo o que preciso ouvir e aprender e juntamente comigo os que se interessarem em ler

Escrevo…. simplesmente escrevo

Nádia





Meu estúdio

1 08 2008

 

“Eu não canto bem, mas me sinto bem cantando.”

Filosofia besta que acabei de inventar





Estar vivo

29 07 2008

Compramos uma Caloi!

Após voltar da Europa, e decidir a vida por mais um ano, também pensamos em cultivar uma vida mais Piratininguense. A cidade é pequena e antiga, combinação perfeita com bicicletas.

Além do mais economiza o “ouro negro” que o carro consome.

Como gosto de nomear as coisas, e mesmo sendo insano já me conformei, então o nome dela será “Bicikreyci” porque gera a intimidade que já comentei em outros posts.

Mas hoje me dei conta que vir de manhã, ir para fazer o almoço, voltar para o escritório, voltar para casa no fim do dia, serão QUATRO vezes a mesma jornada. Por fim quando cheguei em casa, ofegante pelo sol do meio dia, arrastei-me até a porta, larguei a mochila num canto como nos tempos de escola, subi as escadinhas até a sala e me joguei com as costas no chão gelado. O coração batia em todas as partes do corpo. Respiração desregulada e pensamentos chegando devagar: - Parece que estou morrendo!… e depois sorrir e pensar:

Não é bom ver o corpo pulsar como louco. Dizendo: Tô vivo! Intenso! Tô aqui!

É muito bom estar viva. Sentir cada parte me alertando de alguma coisa. Ouvir a voz do meu amigos Danni & Lella cantando ….”Estar vivo!!!” 

Moral da minha história fútil: –Acho que qualquer pessoa que reclama da vida, precisa andar um pouco de bicicleta!

Nádia





Uma VOZ, duas VOZES. . .três, mudança!

21 07 2008

 

 

 

 

 

 

 

Eles foram roubados de suas terras  500 anos atrás, foram maltratados e por não se submeterem aos abusos dos portugueses, foram chamados e preguiçosos e viraram sinônimo disso.

Sim, há 500 anos invadimos seus lares, suas ocas, impondo uma religião para fortificar o reino implantado aqui. 

E hoje muitos de nós não os consideramos como seres humanos, e não damos o direito que os é devido. 

Eles não fazem parte de uma civilização? Muito menos nós … da deles. Mas somos todos descendentes, porque somos brasileiros, vulgo nome ao “pau-brasil” que não está mas entre nós. Somos todos iguais e temos muito que aprender. Aprender com eles o valor da natureza e o respeito, o amor ao próximo, o temor a um Deus. Eles cultivam a terra sem machucá-la como NÃO fazemos nós. Eles se importam com a próxima geração,… e nós?

Mas hoje podemos ajudar, mudar nossos conceitos, jogar fora os preconceitos, juntar forças para combater o que os “homens maus” estão fazendo com esse povo.

Chega!!! Basta!

Chega de sangue derramado, fora e dentro das tribos. Jogos de poder ou interesses pessoais. O sangue brasileiro se esvaindo pelo mar. 

Nós podemos mudar a história de uma nação, NOSSA nação. 

E em nome do Brasil quero pedir perdão aos índios por tudo o que fizemos e temos feito com eles.

Vamos ser parte. Uma voz pela vida!

www.hakani.org

www.atini.org





AOS MEUS 26

15 07 2008


Há pouco mais de 26 anos eu nasci. Num dia quinze de um julho qualquer, de um ano 82.

MAS HOJE MUITA GENTE ESTÁ MAIS DE PARABÉNS DO QUE EU:

Parabéns para Deus pela paciência, cuidado e amor.

A família pelos ensinamentos ao longo desses anos todos.

Aos amigos que foram, que são e que serão parte de mim. 26.000 Obrigadas

Ao amor que chegou aos meus 24, para ficar até que a morte nos separe.

Muito obrigada as nações que receberam e receberão minha pessoa, pela hospitalidade.

Parabéns aos sonhos que nunca vão embora de mim, uns a mais de 10 outros menos de 10 anos.

Parabéns para muitos que me permitiram ser o que sou hoje, e chegar aqui aos 26 pior do que aos 27 e Melhor do que aos 25.

O MEU HAPPY BIRTHDAY TO YOU!

Nádia





Conhecimento

14 07 2008

Eu me questiono porque hoje em dia existem tantos filmes e livros e notícias sobre o Afeganistão. Paquistão, e tudo mais. Se você ler a respeito ou ver filmes atuais, muitas coisas tem sido faladas sobre esses países.

O Afeganistão possui a maior reserva de gás natural no mundo. Na década de 80, a Russia como União Soviética tentou invadir o país. Foi derrotada, por vários fatores que levaram os afegãos a lutarem por sua terra. O talibã, terrorismo, crianças mutiladas, falta de comida, tudo isso tem lá.

Eles são mulçumanos e como nós temos aqui várias denominações, eles também tem. Alguns mais radicais, tradicionais, outros mais relax.

E é assim, muitas coisas que eu ainda nem sei. Mas estava pensando sobre isso, e naquela palavra que fala “O meu povo perece por falta de conhecimento…”, creio que isso não diz respeito somente a ler a Bíblia, mas outras coisas também. Leia um livro , assista um filme, um documentário, jornal, se informe sobre o que está acontecendo no mundo.

Leia as pessoas que você quer influenciar. Leia nelas o que elas gostam, o que precisam o que anseiam. A gente sofre porque não se informa, nem de um lado nem de outro. A gente sofre por não conhecer a Deus, a gente sofre por não conhecer o mundo ao nosso redor. 

Leia o mundo, e escreva Deus no coração deles.

Acho que só isso por hoje.





DE TODOS NÓS

7 07 2008

 

Se o sol nasce em todo o mundo, e a chuva cai para todos, supostamente entende-se que Deus ama a todos de igual modo. Sabendo disso, não precisaríamos ter crise de identidade porque Ele nos ama como somos. Também não deveríamos fazer acepção de pessoas, porque no fundo, no fundo, somos todos iguais. Também deveríamos cuidar mais do que temos em conjunto, porque o mundo não é seu, nem meu, mas NOSSO!

A gente devería amar mais as culturas, as línguas, porque não é a minha nem a sua cultura, e sim a nossa, dividida em partes. E sabe o lance de ser “corpo”? Não é válido só para a sua ou a minha igreja, mas para a nossa e verdadeira “igreja universal do Reino de Deus”, pois é para o Reino dele que deveríamos estar realmente trabalhando. Nesse reino dos céus, não existem os pronomes possessivos “meu”, “seu” e sim nosso! É cuidar dos nossos orfãos, nossas viúvas, nossos pobres, nossos doentes, nossas crianças, velhos, falando a língua deles ou não.

Por falar em “falar, hablar, parlare, to speak, sprechen”, que é coletivo, precisamos fazê-lo a todos os povos, por todo o mundo. Porque talvez alguns de nós ainda não sabem sobre esse nosso Deus, que criou todas as coisas e deu para nós. Talvez eles ainda não conheçam o amor imensurável que fez de seu filho amado, um sacrifício por nossos pecados. E que mesmo se alguns de nós não acredite, isso dividiu a nossa história dando mais um presente para nós: A graça, totalmente gratuita, que vem dEle. Para que através deste filho, tivéssemos a oportunidade e acesso para conhecer em plenitude o Pai e todo o amor que Ele tem por todos nós, cada um de nós.

Cada um curte o “seu” sol, “sua” chuva do “seu” jeito. Mas eles não são seus nem meus, e sim NOSSOS! E o criador deles é um único. Nosso Pai.

 





E porque se perde a esperança?

4 07 2008

Omkari Panwar, uma indiana que diz ter 70 anos de idade, teria se tornado a mulher mais velha do mundo a ter bebês, afirma a imprensa britânica. Ela e o marido, Charan Singh Pawar, de 77 anos, ficaram endividados para pagar o tratamento de fertilização in vitro, mas ela finalmente conseguiu dar à luz um casal de gêmeos. Tanta determinação em ter os bebês vem do fato de que o casal, dono de uma pequena propriedade rural, não tinha um herdeiro do sexo masculino.

Os gêmeos nasceram numa cesariana de emergência realizada num hospital de Muzaffarnagar, sete horas de viagem ao norte de Nova Déli. Embora tenham nascido um mês antes do tempo e pesem apenas cerca de um quilo, os bebês estão saudáveis, afirmam os médicos do local.

O casal já tem duas filhas e cinco netos. Segundo a família Panwar, o filho recém-nascido poderá se beneficiar de um dote quando casar e poderá cuidar da terra deles. “Posso morrer feliz, como homem e pai orgulhoso”, declarou Charan Singh Panwar.

MATERIA JORNAL GLOBO, SÃO PAULO

E a gente ainda insite em perder as esperanças.

A gente lê bíblia por “trocentos” anos, frequênta igrejas, sinagogas, mesquitas, centro espíritas ou de macumba a procura de respostas e nunca se satisfaz. De ritos em ritos, cristãos ou não, tentamos nos encher de algo que foi, que é, e que sempre será… E sempre esteve ao nosso lado, mesmo quando não O enchergamos.

No sorriso de quem não tem o que comer e sabe partilhar, no rico generoso que não trabalha para si, no amor refletido no gesto simples de um ser, no som do pássaro, da árvore, cheiro de flor, amor. E com certeza naqueles que vivem sem perder a esperança de dias melhores, vida completa. Para essa família, por mais simples que seja a motivação, eles nunca deixaram de tentar.

Sei lá porque escrevi essas coisas mas isso é o que estou pensando pra mim agora.

O que realmente é viver uma vida sem esperança? Creio que não é, simplesmente não é….

Nádia Carol





Lost & Found

2 07 2008

Um dia qualquer de Junho, estava lá eu deslumbrada com a beleza Suiça, os amigos, o lago, os gansos,as montanhas de fundo, tudo o que sempre desenhei na infância.

Zurique e seus bancos suiços famosos mundialmente, a tal da Eurocopa, dia de jogo e tanta coisa nova. Andei de barco, conversamos em português com amigos brasileiros sobre o espetáculo “Peça Brasil” que irá para China no próximo mês.

Perdi a bolsa!!, o passaporte, cartões, uma blusa e algumas coisas dos chamados “produtos femininos”, e, somente depois de três longas horas me dei conta do ocorrido.

O que fazer?

Muita calma nesta hora, o processo já sabemos. Ir a um consulado brasileiro pedir um documento, ir a polícia declarar a perda e “etcs burocráticas”.

Bom, pensamos que talvez a bolsa pudesse ter ficado no barco mas ele voltaria uma hora e meia depois. Para suavizar a agonia, voltamos todo o caminho feito pra não perder a esperança de encontrá-la.

E quão incrível foi olhar para o mesmo banco de praça em frente ao lago, e ela, a bolsa, intacta esperando por mim. Do mesmo jeitinho que a deixei, ou melhor, a esqueci.

A fidelidade de Deus e honestidade suiça foram misericordiosas com minha estupidez.

Unbelievable!